quinta-feira, 20 de agosto de 2020

PEDAGOGIA DA FELICIDADE FINANCEIRA: Táticas para resistir à exclusão socioeconômica e/ou superar à pobreza

 


PREFÁCIO

I

Diz-se, e não somente por meio do senso comum, que “o dinheiro não traz felicidade”. Se essa afirmativa é correta, não seria menos verdadeiro afirmar que, a falta sistemática de dinheiro, em sociedades capitalistas como a que se vive, onde tudo tem um preço, onde a nossa existência precisa sempre ser custeada por nós mesmos ou por alguém, é também o que gera ou tem gerado, em muitos, o surgimento de inexplicável tristeza. E principalmente após os cinco ou dez primeiros dias dos recebimentos de salários, aposentadorias, pensões, etc., que, em sua grande maioria, são utilizados pelas pessoas pobres ou de classe média baixa apenas para pagamentos de contas, prestações com juros embutidos, etc. Nesse sentido, é-se compreensível também que, a maioria das pessoas, e não somente as pobres ou de classe média baixa, mesmo acreditando que o dinheiro não traga felicidade, se preocupe, na mesma via, com o acúmulo de riquezas e/ou de bens materiais. E isso ocorre, pensa-se, pelo seguinte motivo:

“Porque a maioria das pessoas pobres ou de classe média baixa sabe que, no mundo capitalista em que se vive, é preciso buscar superar não somente a pobreza e/ou a miséria de pão (alimentos para subsistência), mas, também, satisfazer muitas outras necessidades e/ou vontades, de modo que, se as mesmas não forem ou não puderem ser plenamente satisfeitas, isto é, se não houver a dignidade da pessoa humana, não é-se possível também ser feliz.”

Esse pensamento, hoje, alvorecer do século XXI, independentemente das mais diferentes concepções filosóficas, psicológicas, religiosas, etc. – pode-se com propriedade afirmar – é tido como um princípio econômico capitalista global.

II

Visando-se, todavia, não ficar-se obcecado somente pela busca do acúmulo de capital ou de bens materiais, acreditando-se, erroneamente, por exemplo, que o dinheiro, sozinho (como panaceia), será capaz de resolver todos os problemas humanos e/ou de fazer as pessoas felizes, pensa-se ou deve-se pensar também, na mesma via – tendo-se como fundamento e princípio a ética Aristotélica –, de uma forma complexa. Isto é:

1- Que é preciso buscar o equilibro ou meio termo... Ou seja:

2- Que é preciso sim lutar pela conquista da felicidade financeira, da prosperidade ou da inclusão socioeconômica, mas, todavia, sem negligenciar ou desprivilegiar a busca da felicidade ou prosperidade também em outras diferentes áreas de nossas vidas, como no amor, na amizade, no trabalho, na família, no lazer, na saúde física, mental, espiritual, etc.

III

O livro, epistemologicamente fundamentado, substanciado e partindo de uma crítica radical, rigorosa e de conjunto à escola capitalista (presente esta nas sociedades capitalistas ocidentais), especialmente a brasileira, que historicamente apenas tem adestrado ou formatado os indivíduos pobres, de classe média baixa e/ou miseráveis que nela entram para servirem de mão de obra barata e descartável ao sistema capitalista (e não para superarem de fato as suas pobrezas e/ou misérias), ensina-nos não somente a nos tornarmos felizes financeiramente, mas também a permanecermos prósperos ou socioeconomicamente incluídos – mesmo em tempos ditos de crises econômicas. Para o autor, mais importante do que um indivíduo pobre, de classe média baixa e/ou miserável (excluído social) vir a poder conseguir superar a sua pobreza ou miséria (tornar-se feliz financeiramente), é ele também nunca mais correr o mínimo risco de voltar para elas, ou seja, nunca mais correr o risco de voltar a ser explorado, aviltado ou escravizado pelo sistema capitalista.

SOBRE O AUTOR

Cleberson Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos deles traduzidos para outros idiomas), natural do Rio de Janeiro, é Graduado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em educação (UCAM – Universidade Candido Mendes), Pós-graduando em Filosofia e Direitos Humanos (UCAM – Universidade Candido Mendes), Mestre e Doutor (livre) em Filosofia do conhecimento (epistemologia) e Pedagofilosofia Clínica (FUNCEC/RJ - pesquisa, ensino e extensão), Pesquisador, Professor universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Licenciado em Fundamentos, Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de Jovens e adultos) etc.

Além disso, foi aluno Especial do Mestrado em Educação(1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado, após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Valle); e “POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado pelo professor Dr. Pablo Gentili).

Estudou também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos (2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos de aperfeiçoamento nas áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise integrada).

De 1998 a 2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campus universitários de Niterói, Nova Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc.

Participou (em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian (UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), Marco Antonio Marinho dos Santos (OCA/RJ) entre muitos outros. Atualmente dedica-se à docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à produção de obras nos mais diversos campos do saber.


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segunda-feira, 7 de março de 2016

SEGREDOS DA PROSPERIDADE

(A5, 132 P.) - “Segredos da Prosperidade” é uma obra de educação financeira, libertadora, na medida em que, ao mesmo tempo em que aborda historicamente a natureza catastrófica dos processos de exclusão socioeconômica, produzidas pela ética imperialista do capital, ensina-nos a criar ferramentas para se poder superá-la sem, no entanto, contribuir para o aumento dessa mesma exclusão.
Ou seja, enquanto muitos outros autores dessa área fingem não querer enxergar o caráter perverso do capitalismo, no que se refere à ética da concentração de riquezas cada vez mais nas mãos de poucos, provocando a exclusão social, defendendo o Individualismo e a Meritocracia; defendendo a teoria do acúmulo de capital; defendendo a busca do lucro a qualquer preço, esta obra faz exatamente o contrário, ou seja, defende a superação da ética capitalista; a superação da exclusão, a partir da renovação do entendimento de como se processa essa exclusão e do desenvolvimento de ferramentas para poder enfrentá-la rumo à prosperidade.
Enquanto os defensores do capitalismo selvagem entendem a prosperidade sob a ótica do acúmulo e da concentração de capital cada vez mais nas mãos de poucos, esta obra, todavia, defende a prosperidade no sentido de se “trabalhar para aprender”; no sentido de se “fazer o que se gosta”; ou então no sentido de se “aprender a gostar do que se faz e assim fazer melhor”; no sentido de “libertação da escravidão do consumo”; no sentido de se “criar investimentos para poder alcançar a independência financeira sem, entretanto, concentrar capital”; no sentido de se “ajudar os outros a se libertarem da escravidão do capitalismo também”.
Em outras palavras, seria o mesmo que poder curar-se do veneno da picada de cobra a partir do soro feito do veneno da própria cobra. Isto é, poder superar os processos de exclusão social e econômica do capitalismo, tanto individuais quanto coletivas, a partir do entendimento de como funciona o capitalismo e do desenvolvimento de ferramentas para poder não somente suportá-lo, criando mecanismos de defesa, mas também ferramentas para poder encará-lo de frente, enfrentá-lo, superando-o.
Trata-se, portanto, de uma obra que defende a prosperidade e ao mesmo tempo a retomada dos processos de humanização e de fraternidade; a retomada dos processos de respeito a si e ao outro; de respeito às diferenças; de retomada dos processos de preservação da vida no planeta; de retomada dos processos de crescimento autossustentáveis; de retomada dos processos de equidade social e econômica.
Nesta obra, poder prosperar; poder superar a exclusão é tão importante quanto humanizar-se; tão importante quanto poder se emancipar intelectualmente. Aprender a não se conformar com esse mundo; Aprender a renovar-se e a renová-lo pela renovação do próprio entendimento sobre o que é a prosperidade, criando mecanismo de defesa e ação no enfrentamento da exclusão social e econômica, eis um dos principais objetivos desta obra.

PEDAGOGIA EMPRESARIAL - As organizações como espaço-tempo de ensino-aprendizagem


(a5, 104 p.) - É correto dizer que, no mundo de hoje, alvorecer do século XXI, a empresa que não aprende nem cria novos conhecimentos, isto é, que não coloca os seres humanos que dela participam em situações interativas e dialógicas constantes de ensino-aprendizagem, está destinada a morrer.
Talvez alguns desavisados, nesse momento, diante da afirmação anterior, perplexos, perguntem-se: Ora, mas desde quando é a empresa uma instituição educativa?
Pode-se dizer que, tirando-se os diferentes objetivos, de certa forma, desde sempre. Ou seja, as empresas não são os seus prédios, as suas máquinas, etc.: são as pessoas.
Nesse sentido, para que as empresas sobrevivam é necessário que as pessoas que dela fazem parte possam ser capazes de aprender não somente pensamentos, mas também a pensar, o que implica serem capazes de:
1- Gerarem mudanças significativas;
2- Criarem soluções criativas;
3- Produzirem riquezas;
4- Resolverem múltiplos e diversos problemas inusitados que, diuturnamente, sempre surgem nas mesmas.
Em outras palavras, as organizações são ou devem ser o mesmo que escolas ou universidades empresariais, embora muitos ditos líderes ainda não consigam compreender.
As empresas de hoje precisam de profissionais intelectualmente autônomos ou emancipados e não mais meramente treinados como outrora, isto é, precisam estar vivas: serem “time-space” (tempo espaço) de pesquisas e relações de ensino-aprendizagem para não morrerem (ao ficarem analfabetas para o mercado).
Diante desse cenário, surge aí então a necessidade do pedagogo empresarial.
Pergunta-se:
1- Mas o que é a pedagogia empresarial?
2- Qual é ou deve ser a função do pedagogo empresarial dentro das organizações?
Essas são algumas das muitas e importantes questões que levantaremos e responderemos ao longo deste trabalho.

A ARTE DE LIDERAR - Quebrando paradigmas; criando novos conceitos

(a5, 150 páginas) - Um líder, dentro de uma organização (ou não) pode ser também um chefe, mas, as meras funções de um chefe, segundo conceitos de liderança pós-moderna, nem de longe devem ser confundidas com as de um líder, por uma simples razão:
“Chefe é a pessoa que – 1- dotada de autoridade institucional ou organizacional; 2- dotada do poder de mandar e/ou exigir obediência; 3- encarregada de uma tarefa ou atividade qualquer – comanda uma ou um grupo de pessoas.”
Ou seja, segundo o que pensam grandes especialistas em gestão do séc. XXI, para ser gerente, gestor, e mesmo empreendedor, são necessárias não somente as capacidades e/ou experiências de um chefe, mas também as habilidades, competências e/ou inteligências de um líder. Pergunta-se então: Mas o que vem a ser um líder e/ou exercer liderança?
Essas são algumas das importantes questões que estudaremos e responderemos ao longo deste trabalho.
Na parte I, partindo de antecedentes históricos filosóficos, passando pelo final do séc. XX, e chegando ao XXI, dita hoje era pós-moderna, chegaremos à definição de um conceito de líder e/ou liderança que esteja atrelado à ideia da necessidade do desenvolvimento de um novo perfil gestor e/ou gerencial.
Na parte II, complementando-se a I, apresentar-se-ão competências, habilidades e/ou capacidades que precisam ser desenvolvidas pelos líderes-gestores do séc. XXI.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

CURSO - COMO CRIAR E ADMINISTRAR UMA MICROEMPRESA (Com certificado digital gratuito)

INTRODUÇÃO


Ao matricular-se nesse curso o autor compartilhará com você, além de saberes relativos à sua eclética e abrangente formação, também grande parte do seu Know-how administrativo-financeiro.
Nele estão reunidas não somente fundamentações teóricas sobre gestão, mas também grande parte das suas experiências como empreendedor e empresário.
Ou seja, nesse curso você irá aprender não somente pensamentos administrativos e financeiros, mas também a aprender a aprender a pensar sobre qualquer negócio ao qual supostamente venha a estar envolvido.  Ao concluí-lo você será capaz de:
1- Descobrir sua vocação ou capacidade gerencial, desvelando seus pontos fracos e fortes;
2- Criar, após a realização de uma pesquisa de mercado, modelos viáveis de negócios, partindo do princípio de que, para descobrir novas oportunidades, é preciso sair do mercado tradicional.
3- Definir os objetivos e a missão da sua microempresa;
4- Saber quando, onde e como captar recursos para realizar o seu negócio;
5- Colocar o seu negócio em prática;
6- Avaliar o seu negócio para saber se ele possui ou não potencial para receber maiores investimentos;
7 – Utilizar eficazmente as ferramentas básicas de marketing para alavancas às vendas, etc.;
8 – Entender e inteligentemente gerenciar os processos logísticos;
9 – Administrar com sabedoria os fluxos de caixa;
10 – Diversificar investimentos;
11 – Reinventar o seu negócio, ou seja, desenvolver novos produtos, buscar novos mercados potenciais, etc.
Em outras palavras, ao concluir esse curso, você sairá fundamentado, plenamente capacitado, com todos os conhecimentos necessários para ter sucesso com o seu negócio ou para gerir uma microempresa.

Obs. Após comprar esse curso, entre em contato com o autor (e-mail: clebersonuerj@gmail.com) para sanar possíveis dúvidas e, após estudar o material e realizar todos os exercícios propostos, envie o seu gabarito. Os alunos que obtiverem nota igual ou superior a 7.0 serão aprovados e receberão um certificado digital válido em todo o território nacional. Caso o aluno deseje receber também um certificado impresso, este deverá ser pago à parte (favor consultar valores) e será enviado via correios.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

SABER É PODER - LIVRO


Saber é Poder
O Básico que você precisa saber para não ser um alienado

INTRODUÇÃO

I
Não resta-nos dúvidas de que Saber é Poder”, frase esta proferida por Francis Bacon (1561-1626), um dos fundadores do chamado método indutivo de investigação científica.
No mundo em que se vive, todavia, marcado este pela exclusão social, pela ideologia, pelo individualismo, pelo consumismo, pela meritocracia, pela xenofobia, etc., segundo tem-nos demonstrado os resultados de diversos estudos e pesquisas por nós realizados nos últimos anos, pode-se com propriedade afirmar, existem hoje cinco formas distintas de alienação e/ou de ausência de saber-poder, ou seja, de ditos ídolos, tais quais aqueles descritos por Bacon, F., e que se devem buscar superar, a saber:
1 – A alienação em relação a supostas e ditas capacidades ou incapacidades inatas, relativas à aprendizagem, à inteligência e/ou ao desenvolvimento da racionalidade, dadas entre os homens de diferentes classes ou grupos socioculturais. Ou seja, a alienação em relação às ideias de que se é de fato verdadeiro que alguns homens nascem inteligentes e/ou racionais e outros não (muitas vezes utilizadas estas pelas elites conservadoras para poderem justificar as desigualdades sociais, não somente no Brasil, mas em escala planetária).
2- A alienação sobre as reais causas das condições de exclusão social dos indivíduos pertencentes à sociedade civil, ou seja, a ausência do entendimento de que se vive, enquanto proletário e/ou cidadão-consumidor, além de na condição de escravo assalariado do capital, também refém dos juros e das regras de consumo do mercado capitalista;
3- A alienação sobre a condição de analfabeto político, isto é, a ausência da compreensão de que não existem mais diferenças essenciais entre ditos políticos/partidos ditos de direita e de esquerda; a ausência da compreensão de que a democracia representativa não é democracia de fato, isto é, de que ela não funciona na prática, etc.
3 – A alienação sobre a necessidade e/ou a importância de se desenvolver a tolerância, o respeito às diferenças e/ou aos diferentes, sejam elas e/ou eles de que naturezas forem, uma vez que o homem, como certa vez afirmou Aristóteles, é também um ser social e um animal político;
5 – A Alienação sobre a necessidade e/ou importância de se buscar desenvolver a consciência crítica de si e de mundo, estando-se dentro ou fora das instituições ditas educativas.
II
Em outras palavras, um ser, hoje, alvorecer do séc. XXI, considerado possuído por ídolos (no sentido de possessão espiritual, já que em filosofia espírito significa ideia), alienado e/ou destituído de saber-poder, entre outras coisas, é aquele que:
A – Desconhece suas potencialidades humanas. Ou seja, desconhece tudo o que, ele, exatamente por ser Homo Sapiens (diferente dos ditos animais irracionais), e independentemente das suas diferenças socioculturais, pode vir a ser.
B – É e/ou está excluído (socialmente falando), mas não sabe as razões e/ou os porquês da sua condição de exclusão social/pobreza e nem tampouco como sair dela (muitos inclusive ainda hoje acreditam que as suas exclusões sociais são frutos de uma espécie de sina, do pecado, da falta de sorte, de inteligência, etc.).
C – É analfabeto político, mas não sabe que o é. E, o pior de tudo: acredita que as decisões políticas, na maioria das vezes, não têm nenhuma ou quase nenhuma relação intrínseca e/ou direta com as causas da sua condição social de exclusão, etc.
 D – É xenófobo, etnocêntrico e/ou desrespeitoso das diferenças por pura convicção; por pura ideologia de grupo ou de classe; por achar que algumas etnias e/ou culturas, como a sua, são melhores do que as de outras. Por outro lado, quando se vê em situações de discriminação por causa da sua condição social, cultural e/ou de cor, paradoxalmente, defende discursos igualitários.
F – É um indivíduo que, na condição de compartilhador das ditas verdades e/ou saberes que circulam no senso comum, não possui desenvolvidas as consciências críticas de si e de mundo (exatamente por alienadamente acreditar que estas se deem por meio da leitura de jornais, revistas, noticiários de TV, rádio e internet e/ou porque já se deram ou também se dão a partir de um mero acesso e/ou alcance do dito sucesso nas instituições ditas educativas, ao receberem os seus ditos diplomas, depois de por elas serem ditos formados/formatados).
III
Na unidade I, sendo assim, epistemologicamente fundamentados em Nietzsche, Heidegger, Aristóteles e outros, traremos saberes que, ao mesmo tempo em que clarificam-nos sobre as diferenças essenciais existentes entre homens e animais, delineiam também um caminho relativo a tudo o que o homem de fato pode ou não pode vir a ser a partir da constatação do que ele é, independentemente de suas diferenças socioculturais, ainda que condicionado por elas.
Na II, traremos saberes para que o indivíduo, a partir deles, possa não somente compreender, mas também se libertar da sua condição de exclusão social ou pobreza; na III, para que ele possa se tornar mais atento e/ou participativo das questões políticas, uma vez que estas possuem uma ligação direta com as suas condições de vida; na IV, para que ele possa (ao conscientizar-se; ao entender a importância do respeito às diferenças), abdicar de ser um Ser xenófobo, etnocêntrico, genocida ou biocida potencial; na V, finalizando, para que ele possa buscar ser capaz de desenvolver a sua consciência crítica de si e de mundo rumo ao resgate da sua condição concreta de sujeito pensante, ou seja, de emancipado intelectual.
Esperamos que, esse livro, assim como todas as obras do autor, possa contribuir à formação de uma geração mais crítica, mais humana, politicamente participativa, socialmente equitativa, tolerante, respeitosa das diferenças e, na mesma via, mais autônoma e transformadora da realidade social de si e do mundo em que se vive.