PREFÁCIO
I
Diz-se,
e não somente por meio do senso comum, que “o dinheiro não traz felicidade”. Se essa afirmativa é correta, não
seria menos verdadeiro afirmar que, a falta sistemática de dinheiro, em
sociedades capitalistas como a que se vive, onde tudo tem um preço, onde a
nossa existência precisa sempre ser custeada por nós mesmos ou por alguém, é
também o que gera ou tem gerado, em muitos, o surgimento de inexplicável
tristeza. E principalmente após os cinco ou dez primeiros dias dos recebimentos
de salários, aposentadorias, pensões, etc., que, em sua grande maioria, são
utilizados pelas pessoas pobres ou de classe média baixa apenas para pagamentos
de contas, prestações com juros embutidos, etc. Nesse sentido, é-se compreensível
também que, a maioria das pessoas, e não somente as pobres ou de classe média
baixa, mesmo acreditando que o dinheiro não traga felicidade, se preocupe, na
mesma via, com o acúmulo de riquezas e/ou de bens materiais. E isso ocorre,
pensa-se, pelo seguinte motivo:
“Porque a maioria das pessoas pobres
ou de classe média baixa sabe que, no mundo capitalista em que se vive, é
preciso buscar superar não somente a pobreza e/ou a miséria de pão (alimentos
para subsistência), mas, também, satisfazer muitas outras necessidades e/ou
vontades, de modo que, se as mesmas não forem ou não puderem ser plenamente
satisfeitas, isto é, se não houver a dignidade da pessoa humana, não é-se possível
também ser feliz.”
Esse
pensamento, hoje, alvorecer do século XXI, independentemente das mais
diferentes concepções filosóficas, psicológicas, religiosas, etc. – pode-se com
propriedade afirmar – é tido como um princípio econômico capitalista global.
II
Visando-se,
todavia, não ficar-se obcecado somente pela busca do acúmulo de capital ou de bens
materiais, acreditando-se, erroneamente, por exemplo, que o dinheiro, sozinho
(como panaceia), será capaz de resolver todos os problemas humanos e/ou de
fazer as pessoas felizes, pensa-se ou deve-se pensar também, na mesma via – tendo-se
como fundamento e princípio a ética Aristotélica –, de uma forma complexa. Isto
é:
1- Que
é preciso buscar o equilibro ou meio termo... Ou seja:
2- Que
é preciso sim lutar pela conquista da felicidade
financeira, da prosperidade ou da inclusão socioeconômica, mas, todavia, sem
negligenciar ou desprivilegiar a busca da felicidade ou prosperidade também em
outras diferentes áreas de nossas vidas, como no amor, na amizade, no trabalho,
na família, no lazer, na saúde física, mental, espiritual, etc.
III
O livro, epistemologicamente fundamentado, substanciado e partindo de uma crítica radical, rigorosa e de conjunto à escola capitalista (presente esta nas sociedades capitalistas ocidentais), especialmente a brasileira, que historicamente apenas tem adestrado ou formatado os indivíduos pobres, de classe média baixa e/ou miseráveis que nela entram para servirem de mão de obra barata e descartável ao sistema capitalista (e não para superarem de fato as suas pobrezas e/ou misérias), ensina-nos não somente a nos tornarmos felizes financeiramente, mas também a permanecermos prósperos ou socioeconomicamente incluídos – mesmo em tempos ditos de crises econômicas. Para o autor, mais importante do que um indivíduo pobre, de classe média baixa e/ou miserável (excluído social) vir a poder conseguir superar a sua pobreza ou miséria (tornar-se feliz financeiramente), é ele também nunca mais correr o mínimo risco de voltar para elas, ou seja, nunca mais correr o risco de voltar a ser explorado, aviltado ou escravizado pelo sistema capitalista.
SOBRE O AUTOR
Cleberson Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos
deles traduzidos para outros idiomas), natural do Rio de Janeiro, é Graduado
pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em
educação (UCAM – Universidade Candido Mendes), Pós-graduando em Filosofia e
Direitos Humanos (UCAM – Universidade Candido Mendes), Mestre e Doutor (livre)
em Filosofia do conhecimento (epistemologia) e Pedagofilosofia Clínica
(FUNCEC/RJ - pesquisa, ensino e extensão), Pesquisador, Professor
universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Licenciado em Fundamentos,
Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de
Jovens e adultos) etc.
Além disso,
foi aluno Especial do Mestrado em Educação(1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado,
após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO
FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Valle); e
“POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado
pelo professor Dr. Pablo Gentili).
Estudou
também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos
(2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da
Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos de aperfeiçoamento nas
áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV
(Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise
integrada).
De 1998 a
2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação
da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campus universitários de Niterói, Nova
Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc.
Participou
(em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas
pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também
em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas
com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian
(UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), Marco
Antonio Marinho dos Santos (OCA/RJ) entre muitos outros. Atualmente dedica-se à
docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à
educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento
humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à
produção de obras nos mais diversos campos do saber.






